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Diciassette ottobre 2009, la neve cadde eccezionalmente sul Charles River, a Boston, durante la tradizionale regata Head of the Charles. Il gaucho Gabriel Corbellini è in acqua, in uno degli otto della categoria Master e, durante la prova, sente la voce di suo padre che lo incita, esattamente come faceva più di vent’anni fa nel Rio Guaíba o in tante altre regate in giro per il Brasile.

Visitare il figlio radicato a Boston e vedere questa regata fu l’ultima impresa di Vannius Sylvio Corbellini (20/05/1937 – 23/12/2009), un ultimo desiderio realizzato all’insaputa di un tumore che lo avrebbe portato via in pochissimo tempo.

Marmista per professione, Vannius nacque a Garibaldi, nello stato brasiliano del Rio Grande do Sul, terzo di sette fratelli in una famiglia di origini italiane. Ha sempre amato gli sport e, con i suoi fratelli, ha partecipato a diverse attività del tipo amatoriale, ma fu come ciclista che arrivò a competizioni a livello agonistico. Durante gli anni 1953 e 1954 fu ingaggiato nel reparto giovanile del Grêmio Foot Ball Porto Alegrense, dovendo lasciare lo sport in seguito ad un grave incidente nel corso di un allenamento.

L’incidente ha lasciato una gamba un poco più corta e qualche vite in più, che lo impedirono di continuare uno sport a livello agonistico, ma non lo impedirono di continuare ad essere il leader carismatico che è sempre stato e di indirizzare la sua energia allo sport. Negli anni sessanta fu direttore sportivo e di pallacanestro nel Collegio Rosario, portando la delegazione dell’istituto al titolo di campioni del 1° torneo brasiliano di basket delle scuole secondarie, svoltosi a Niterói (Stato del Rio de Janeiro). Negli anni settanta fu uno dei pionieri dei Rallyes di regolarità nel Rio Grande do Sul. Nel calcio era tifoso dello Juventude per origini e del Grêmio per scelta, essendo stato consigliere della società Grêmio Foot Ball Porto Alegrense per sedici anni e membro della commissione delle opere civili in occasione della costruzione della churrascaria Mosqueteiro, nello stadio Olímpico Monumental. Infine, fu direttore del reparto di canottaggio del Grêmio e presidente della federazione di canottaggio del Rio Grande do Sul (REMOSUL) nel 1987.

Con la sposa Irene ha avuto cinque figli: Vania, Adriana, Gabriel, Daniela e Luís Gustavo, figli che ha sempre incentivato con amore e generosità. Garantire a tutti lo studio, strumento fondamentale per poter progredire, fu la sua missione, riuscire a farlo in mezzo a tante incertezze economiche e piani finanziari che il Brasile ha attraversato, fu la sua croce. Nello sport ha sempre spinto i figli ad urlo: surf, maratona, triathlon e canottaggio, in mare, sulle strade, sul fiume Guaíba e, infine, sul fiume Charles, ancora risuona l’eco della voce possente di Vannius, incentivando ogni atleta-figlio con passione e amore incondizionati.

“Always there (Rio Guaíba, Rio de Janeiro, Florianópolis or Boston) pushing me forward in the last 250m in my life or in a rowing competition. With his strong and passioned cheer he always gave me the final and necessary punch even if I was in first or last place crossing the final line.” – Gabriel Corbellini

Dezessete de outubro de 2009, a neve cai excepcionalmente sobre o rio Charles, em Boston, durante a tradicional regata Head of the Charles. O gaúcho Gabriel Corbellini está na água, em um dos oito da categoria master, e durante a prova ouve a voz do seu pai que o incentiva, exatamente como fazia há mais de 20 anos atrás no rio Guaíba ou em tantas regatas por este Brasil à fora.

Visitar o filho radicado em Boston e ver a regata foi a última empreitada de Vannius Sylvio Corbellini (20/05/1937 – 23/12/2009), um último desejo realizado sem saber que um tumor o levaria em tão pouco tempo.

Marmorista por profissão, Vannius nasceu em Garibaldi (RS) e é o terceiro filho de uma família de sete irmãos de origem italiana. Sempre amou os esportes e, com seus irmãos, participou de várias atividades do tipo amador mas foi como ciclista que chegou a competições de nível profissional. Durante os anos 1953 e 1954 foi atleta do departamento de ciclismo do Grêmio Foot Ball Porto Alegrense, tendo que abandonar o esporte depois de um grave acidente em um treinamento.

O acidente o deixou com uma perna um pouco mais curta e alguns parafusos, que o impediram de continuar um esporte profissionalmente, mas não o impediram de continuar sendo o líder carismático que sempre foi e de endereçar a sua energia para os esportes. Nos anos sessenta foi diretor esportivo e de basquete do Colégio Rosário, levando a delegação da escola ao título do 1° torneio brasileiro de basquete ginasial, realizado em Niterói (RJ). Nos anos setenta foi um dos pioneiros nos Rallyes de regularidade no Rio Grande do Sul. No futebol era Juventudino de origem e Gremista por escolha, tendo sido conselheiro do Grêmio Foot Ball Porto Alegrense por 16 anos e membro da comissão de obras na época da construção da churrascaria Mosqueteiro, no Estádio Olímpico Monumental. Enfim, foi diretor do Departamento de Remo do Grêmio e presidente da REMOSUL (Federação de Remo do Rio Grande do Sul) em 1987.

Com a esposa Irene teve cinco filhos, Vânia, Adriana, Gabriel, Daniela e Luís Gustavo, filhos que sempre incentivou e apoiou com amor e generosidade. Garantir a todos estudo, instrumento fundamental para poder progredir, foi a sua missão, conseguir faze-lo, em meio a tantas incertezas econômicas e planos financeiros que este país passou, foi a sua luta. No esporte sempre empurrou os filhos no grito: surf, maratona, triátlon, remo, no mar, nas ruas, no Guaíba e enfim, no rio Charles, ainda ecoa a voz potente do Vannius, incentivando cada atleta-filho com paixão e amor incondicionais.

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